The Man Who Sold the World: o disco que começou a transformar David Bowie em um ícone do rock
Em novembro de 1970, David Bowie iniciava uma nova fase de sua carreira com The Man Who Sold the World, seu terceiro álbum de estúdio. O trabalho marcou uma mudança importante na sonoridade do cantor britânico, que passou a explorar guitarras mais pesadas e influências do hard rock.
Produzido por Tony Visconti, o disco contou com a participação do guitarrista Mick Ronson e do baterista Mick Woodmansey, músicos que mais tarde integrariam os Spiders from Mars, banda que acompanharia Bowie na fase de Ziggy Stardust.
Entre as nove faixas estão The Width of a Circle, All the Madmen, The Supermen e a música que dá nome ao álbum.
Uma das curiosidades é que o disco inicialmente seria chamado Metrobolist, em referência ao filme Metrópolis, de Fritz Lang. O título acabou sendo alterado pela gravadora antes do lançamento.
Outra particularidade está nas capas. A primeira edição americana trazia uma ilustração de um homem vestido de caubói. Já a edição britânica, lançada em abril de 1971, mostrava Bowie usando um vestido criado pelo estilista Michael Fish. A imagem antecipava a liberdade visual e a androginia que se tornariam características de sua carreira.
Apesar de não ter alcançado grande sucesso comercial na época, o álbum ganhou reconhecimento ao longo dos anos.
A faixa The Man Who Sold the World também conquistou uma nova geração em 1993, quando o Nirvana apresentou uma versão acústica durante o famoso MTV Unplugged in New York. A interpretação de Kurt Cobain se tornou uma das gravações mais conhecidas da banda.
Hoje, The Man Who Sold the World é lembrado como um disco de transição fundamental na carreira de David Bowie. Foi nele que o artista começou a construir uma sonoridade mais pesada e experimental, preparando o caminho para os trabalhos que o transformariam em um dos grandes nomes da história do rock.
Clube 885. Muito mais que rádio.
